terça-feira, 15 de novembro de 2011

3 meses: Um novo bebê

O Antônio Bento completou três meses. Como num passe de mágica, muita coisa mudou. Honestamente, eu não acreditava nesse papo de que "o marco dos três meses" seria um divisor de águas. A verdade é que acabei entrando para o grupo de pais que terão boas lembranças desta fase .

Mais interativo, esses dias, ele deu sua primeira gargalhada. Mais durinho, ele já fica "em pé" no colo (quem é pai sabe da angústia que é segurar um bebê molengo). Aquele bebê indefeso, foi perdendo aos poucos sua extrema fragilidade. O sono confuso (o grande vilão) deu lugar a descansos definidos e noites inteiras sonhando com os anjinhos (também consequência de muitas técnicas adotadas pela mamãe, como por exemplo a "enchendo o tanque" - livro "A Encantadora de Bebês" - Tracy Hogg).

-Ju! Corre!
-O que foi, Paulo?
-Olha isso! Ele tá gargalhando quando faço esse barulho!
-HAHAHAHAHAH (ambos rindo com cara de babaca e olhos lacrimejando)
-Não se mexam, vou pegar a câmera!

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É com três meses que o pediatra americano, Dr Karp, define o fim do que batizou de "extero-gestação". Este conceito defende a teoria de que os bebês humanos nascem muito imaturos, ao contrário dos demais mamíferos.Por conta dessa imaturidade, ele aconselha que o ambiente uterino seja simulado durante os primeiros três meses de vida do bebê. Em resumo: muito colo, muito peito, bebê enrolado na manta, barulho e atenção exclusiva para que ele não se sinta abandonado. 

Mais maduro, percebemos que podíamos ir além com o Antônio Bento. Uma nova criança estava ali, na nossa frente, nos demandando de forma bem diferente a de um recém nascido. Mais atento, sensível às cores, sons e toques, percebemos que era hora de iniciar uma nova rotina.

É comum que os bebês durmam mais a noite e menos de dia. Os especialistas recomendam a inclusão de atividades de leitura durante o dia (sim, por mais que eles não entendam, isso facilita a percepção dos sons e palavras, que ajudarão no desenvolvimento da língua), brincadeiras com objetos coloridos e texturizados, cantorias e longas conversas.

Nem tudo são flores nos três meses, no pacote, também veio um bebê mais voluntarioso e de personalidade forte. O Antônio Bento chora quando quer alguma coisa (ficar sentado no colo e dormir, por exemplo) e demonstra, claramente, quando não está à vontade em um determinado ambiente (casa ou colo de estranhos).

Segundo os especialistas, é importante que o bebê comece a ter contato com outras pessoas fora do seu convívio. Desta forma, ele começa a perceber que existem outras pessoas no mundo e que elas são diferentes fisicamente do papai e da mamãe. Desta forma, no geral, o bebê diminuirá a estranheza pelo desconhecido.

A mãozinha começou a abrir e já quase que mora dentro da boca. Segundo a pediatra, o correto e deixá-lo explorar as mãos, mesmo que, logo em seguida, ele comece a chupar o próprio dedo e adormeça. O banho começa a ficar mais divertido também. Muito alegre, qualquer atividade diferente rende boas risadas com o bebê.

O relacionamento entre pai e filho mudou. Aquele bebê quase que 100% dependente da mãe já não existe mais. Agora, pode ser que ele só pare de chorar ou durma no seu colo. É hora de tirar onda e aproveitar essa fase. Como não se emocionar com o seu filho abrindo um sorrisão, balançando braços e pernas ao te ver chegar do trabalho?



Aproveitem!